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Alejandro Obregón
Violência
1962
Óleo sobre tela
155 x 188 cm

Pedro Nel Gómez
Incendiaram sua propriedade
Da série Lembranças da violência
1950
Aquarela
55 x 75 cm
Maison-musée Pedro Nel Gómez, Medellín

Pedro Alcántara
O martírio enaltece os homens - raiz
1966
Tinta da china sobre papel afixado em madeira
180 x 159 cm
Museu de arte moderna La Tertulia, Cali

Ramiro Gómez
Cadeira
1975
Montagem metal e planta
53 x 39 x 33 cm

Jim Amaral
Seqüestro
1996
Bronze
72 x 22 x 44 cm

Juan Manuel Echavarría
O prato de Bolívar : 1999
1999
Instalação-vídeo
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Aqui estão as legendas dos objetos e das fotos assim como os textos dessa unidade temática. É possível imprimi-los.
Museo de Arte Moderno
de Bogotá
Consciente do clamor que se eleva hoje em toda a Colômbia para reivindicar a paz, o Museu de arte moderna de Bogotá organizou a exposição " Arte e violência na Colômbia desde 1948 ", com a finalidade de instigar os colombianos a pensarem profundamente na calamidade que derramou tanto sangue no país durante mais de meio século.
Um grande número de nossos artistas elaboraram obras retratando o tema da violência. Entre essas últimas obras, a mais conhecida é a pintura de Alejandro Obregón, 1962. Esta tela representa uma vibrante chamada à tolerância. Cinqüenta e dois anos se passaram desde que a morte começou a reinar em nosso país; pelo menos quatro gerações viram com horror o modo como o terror se propagava e ainda se propaga, inexoravelmente.
A violência marcou, indelevelmente, a cultura colombiana. Esse tema é recorrente nas artes visuais assim como na literatura, no teatro e no cinema. Devido a sua amplidão, esse fenômeno exerce uma enorme influência em nossas vidas e não consegue deixar ninguém indiferente.
Nunca havíamos pensado em abraçar um campo de estudo tão vasto. Começamos por pedir a um grupo de autores, reconhecidos pela seriedade de seus trabalhos intelectuais, que pensassem sobre a repercussão da violência nos diversos meios culturais colombianos. Em seguida, reunindo suas reflexões em um catálogo, aumentamos consideravelmente as perspectivas, abordando o fenômeno sob um novo dia e englobando detalhes e pontos de vista neglicenciados até aquele momento.
Com esta exposição, o Museu de arte moderna deseja contribuir graças ao espaço que ele oferece, com seus recursos e com seu trabalho de pesquisa para a solução, tão esperada, do conflito mais sangrento da história moderna colombiana. Com relação a isso, ressaltamos que, nesses últimos anos, tornou-se prioritária a idéia de apresentar obras que, mesmo pertencentes ao domínio cultural, contribuem para a modificação dos comportamentos e dos hábitos dos cidadãos, assim como para levá-los a pensar sobre a sociedade. No entanto, ainda que este projeto seja proveniente de um impulso muito atual, existem precedentes dignos de serem mencionados; a prova é as cento e cinqüenta obras reunidas para esta grandiosa exposição.
Os artistas não podem se omitir da responsabilidade que lhes recai, tanto no plano ético como no civil. Muito pelo contrário, eles têm por obrigação moral procurar incessantemente o caminho para um mundo melhor. A arte encontra seu horizonte na criação, na própria vida. A violência, do seu lado, é só morte e destruição. As instituições que trabalham no ramo artístico dividem essa responsabilidade e o Museu de arte moderna achou por bem assumi-la.
Gloria Zea, Diretora, Museo de Arte Moderno de Bogotá, Bogotá (Colômbia)
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