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Rua de Tilcara, garganta de Humahuaca

Transporte de sal e de grãos em burros

Crianças buscando água

A ternura das crianças de Huancar

Irmãos

Retrato de uma menina de Huancar
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Aqui estão as legendas dos objetos e das fotos assim como os textos dessa unidade temática. É possível imprimi-los.
Centro cultural y museo Jorge Pasquini López
Na opinião de muitos, a província de Jujuy abriga os vestígios de uma cultura material ligada à história arqueológica e que está se mostrando ser a mais rica e a mais variada da Argentina. Além disso, na melhor parte de seu território, os habitantes perpetuam certas tradições de origem espanhola e autóctone cujos interesse e importância não têm igual no resto do país. Fazer uma viagem a Jujuy é sair dos caminhos bastante conhecidos do turismo tradicional. Você encontrará ali não só paisagens ímpares, mas você perceberá que existe também, nesse território no extremo norte argentino, uma simbiose muito particular entre a natureza e a cultura.
Esse fenômeno tem suas raízes na área fronteiriça onde as identidades nacionais se mostram muito delicadas. As fronteiras que delimitam os territórios atuais do Chile, da Bolívia e da Argentina não parecem estar solidamente alicerçadas, a não ser as decorrentes da recente histório militar e política. Os 1 700 quilômetros que separam San Salvador de Jujuy da cidade de Buenos Aires parecem muito maiores quando levamos em consideração as diferenças entre as classes sociais.
Jujuy é uma das províncias argentinas que estão indo muito mal, economicamente falando. Ela apresenta a mais alta taxa de mortalidade infantil e de desnutrição do país e já mostra um declínio progressivo de suas principais produções industriais, (minérios, tabaco e cana de açúcar).
Neste contexto, a ligação entre nosso museu e seu público deverá ser vista de modo diferenciado. Não dispondo, por assim dizer, de nenhum apoio público ou privado, o museu precisa se esforçar para trabalhar em benefício de toda a sociedade, permanecendo atualizado e convidativo.
Para tanto, ele tem que integrar e utilizar a tecnologia sem dar a impressão de estar em flagrante contradição com o ambiente social. É preciso afastar a idéia de que quanto mais marcantes forem os problemas sociais, menos importantes são os direitos em relação à cultura. De fato, a relevância de um museu de primeira linha só não é maior porque, provavelmente, ele está respondendo às necessidades culturais, educacionais e até mesmo científicas, de um modo totalmente insatisfatório.
Esse é o objetivo para o qual orientamos nosso trabalho. Centralizado na pesquisa, esse trabalho se baseia em um engajamento real visando uma contrapartida ao contexto, uma instituição interessante, confiável e responsável. O desafio é grande, a esperança também. O museu como reflexo da igualdade de oportunidades ainda é pura ilusão?
Dr Jorge Kulemeyer, Centro cultural y Museo Jorge Pasquini López, San Salvador de Jujuy (Argentina)
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